Papa visita prisão em Guiné Equatorial; país africano fechou acordo com Trump para receber deportados

  • 22/04/2026
(Foto: Reprodução)
O papa Leão XIV recebe uma cruz de um detento durante visita à prisão de Bata, na cidade de Bata, na Guiné Equatorial. REUTERS/Guglielmo Mangiapane A turnê de quatro nações africanas do papa Leão XIV teve um final dramático nesta quarta-feira (22), com o pontífice enfrentando uma forte tempestade para saudar multidões na Guiné Equatorial, depois de discursar em uma prisão onde os presos clamavam por liberdade. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Amplamente apontada como um dos países mais repressivos da região, a Guiné Equatorial, de língua espanhola, é governada desde 1979 pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, o presidente mais antigo do mundo. O país tem mantido laços calorosos com os EUA, em parte devido às suas riquezas petrolíferas. O papa começou o dia denunciando a desigualdade de riqueza durante uma missa na maior igreja da África Central, situada na cidade de Mongomo, na borda da floresta tropical da Bacia do Congo. Papa Leão XIV visita prisão na Guiné Equatorial REUTERS/Guglielmo Mangiapane Em seguida, ele visitou uma prisão na cidade de Bata, onde os detentos são mantidos por anos sem acesso a advogados, segundo a Anistia Internacional. Leão XIV ouviu vários testemunhos de prisioneiros que se reuniram em um pátio. Enquanto ele fazia seus comentários, começou a chover, mas os detentos permaneceram no local. Papa chega a Guiné Equatorial "LIBERDADE, LIBERDADE!" O papa pediu que fossem feitos "todos os esforços" para permitir que os detentos tivessem a oportunidade de estudar e trabalhar durante seu confinamento. Quando ele estava saindo, e enquanto o ministro da Justiça, Reginaldo Biyogo Mba Ndong Anguesomo, permanecia no palco, os presos começaram a pular na chuva e a gritar: "Liberdade, liberdade!". VEJA MAIS: Papa diz que futuro da humanidade pode ser comprometido por guerras Papa condena injustiça e exploração A Guiné Equatorial há muito tempo rejeita as acusações de abusos de direitos humanos. Antes de Leão discursar na prisão de Bata, Biyogo disse que o país trata os prisioneiros de forma justa, de acordo com os padrões da ONU. "Estamos comprometidos em garantir os direitos humanos, os direitos fundamentais e a cidadania", disse ele. No ano passado, o governo de Obiang fechou um acordo com o governo Trump para aceitar deportados de outros países. Os ativistas esperavam que Leão chamasse a atenção para os deportados enviados dos EUA para a Guiné Equatorial. Um grupo de 70 ONGs publicou uma carta aberta na segunda-feira (20) pedindo a Leão que pressionasse por um "tratamento justo, humano e legal" dos deportados, dizendo que eles estavam sendo pressionados a retornar aos seus países de origem. Leão, que atraiu a ira do presidente dos EUA, Donald Trump, depois de se tornar mais franco contra a guerra e o despotismo, não abordou publicamente a situação dos deportados na Guiné Equatorial ou em Camarões, a primeira parada de sua turnê e outro país que os recebeu.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/22/papa-visita-prisao-na-africa-e-ouve-gritos-de-liberdade-guine-equatorial-fechou-acordo-com-trump-para-receber-imigrantes-deportados.ghtml


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